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O Homem e seus Corpos
"Homem, conhece-te a ti mesmo..."Como observamos no quadro abaixo, nós temos diversos corpos ou veículos, que são utilizados pela nossa essência - o EGO - nos planos Físico, Astral e Mental, que são os que mais nos interessam neste estudo.
| Corpo Físico
|
Físico Denso |
| Duplo Etérico | |
| Corpo Astral | Astral |
|
Mental |
| Causal |
Já as funções do duplo-etérico são: vivificar o corpo denso recebendo e distribuindo o Prana (bio-energia), a fim de manter a vida física, daí ser chamado pelos hindus de Pranamayakosha ou veículo de Prana, e serve de ligação entre o corpo físico denso e o corpo astral. É no duplo etérico que estão localizados os Chakras, embora também existem os Chakras do Corpo Astral. Uma vez despertos e desenvolvidos, os Chakras capacitam o homem para conhecer o mundo etérico, o astral e seus fenômenos. O Chakras captam o Prâna, o combustível essencial da vida. Sem eles o Espírito não poderia exercer o seu controle e sua atividade sobre o corpo físico, nem tomar conhecimento das sensações vividas pelo mesmo, pois eles transferem à região anatômica correspondente, cada decisão assumida pelo Espírito no seu mundo oculto. Para melhor compreenção, veja abaixo uma resumida descrição a respeito deles, com exemplificação gráfica:
|
C E N T R O S D E E N E R G I A Os
chakras são centros psíquico-energéticos, sempre ativos no nosso corpo, quer tenhamos
ou não consciência da sua existência. A energia de vida move-se através destes centros
produzindo diferentes estados psíquicos. |
É também no duplo-etérico que determina o tipo
do corpo físico que o EGO vai
ocupar ao reencarnar-se, e "morre" cêrca de 36 horas depois da morte da parte
física densa, acabando também por se desintegrar.
Tão íntima é a ligação do duplo-etérico com o corpo físico que tudo
quanto afeta o duplo se reflete no corpo físico e vice-versa. Podemos citar como exemplos
de coisas que afetam o duplo etérico: drogas, anestesias, perfume, alimentação etc.
Daí em diante, os outros corpos mais sutis que serão descritos abaixo, vão encarregar-se das funções que os filósofos consideram como "faculdades da alma".
|
Chamado também de "perispírito" pelos espíritas ou de psicossoma pela Projeciologia, que quer dizer corpo da alma, é formado de matéria dos 7 sub-planos astrais. É o Kâma (desejo) dos hindus, também conhecido como Emocional, por ser a "sede de todas as paixões, de todos os desejos animais, é o centro donde brotam todas as sensações". Serve de ligação entre o duplo-etérico e o corpo mental. |
As funções deste corpo, ou veículo do homem,
podem ser toscamente agrupadas sob três títulos:
1 - Tornar
possível a sensação.
2 - Servir
de "ponte" entre a mente e a matéria física.
3 - Agir
como veículo independente de consciência e ação.
É neste corpo que se produzem a imaginação, a
sensibilidade, a dor, as emoções, os desejos, as paixões e os gozos de grau pouco
elevado.
Então, ao estudar as funções do corpo astral vemos que a sua primeira função é de
converter em sensações as vibrações recebidas pelos órgãos dos sentidos do corpo
físico. As vibrações dirigidas sobre os órgãos sensoriais são levadas pelos nervos
aos centros correspondentes no cérebro físico. Daí são refletidas para o corpo astral,
cujos centros se convertem em sensações.
O seu contorno no homem que já galgou alguns degraus da escada evolutiva, é bem
definido, e representa a cópia exata do corpo físico, embora seja uma forma bastante
luminosa e sutil. No homem comum, ao contrário, o corpo astral não tem contornos
definidos, mais se assemelhando a uma nuvem disforme.
Atuando como ponte entre a mente e o corpo físico, notamos que
um impacto sofrido pelos sentidos físicos é transmitido para o interior por
Prana, e torna-se uma sensação pela ação dos centros sensórios e esse
impacto é percebido pela Mente. Inversamente, sempre que pensamos, pomos em
movimento a matéria mental que está dentro de nós; as vibrações assim geradas são
transmitidas à matéria de nosso corpo astral, a matéria astral afeta a matéria
etérica, que, por sua vez, atua sobre a densa matéria física, a matéria cinzenta do
cérebro.
O Corpo Astral, sendo um veículo de matéria extrafísica, é normalmente invisível e
intangível ao olhar e toque físicos. Durante o estado de coincidência, ou junção dos
veículos de manifestação da consciência, ele está sediado por toda a extensão do
corpo físico, interpenetrando-o completamente.
Quando dormimos, isto é, quando o nosso ser físico adormece, nós o abandonamos
temporária e parcialmente, passando a atuar, de posse do corpo astral, nos sub-planos
astrais. A consciência das atividades astrais está condicionada ao nosso estado
evolutivo. Há pessoas que permanecem, no plano astral, como que numa sonolência,
outras já atuam com perfeito conhecimento do mundo ao seu redor, e outras ainda, que
possuam o que chamamos de consciência ininterrupta ou a capacidade de transferir para o
cérebro físico a totalidade das experiências astrais.
Quando o homem tranfere sua consciência plenamente para este corpo, pode vivenciar as
mais diversas esperiências no Plano Astral, das quais denominamos de "Viagens
Astrais", "Projeções da Consciência" ou ainda "Experiências
Fora do Corpo". Uma das primeiras coisas que aprende o homem a fazer no corpo
astral é viajar através dele, pois tal corpo possui grande mobilidade e pode
trasladar-se a grandes distâncias do corpo físico mergulhado no sono.
Então, o Corpo Astral coincide com o corpo físico durante as horas em que a consciência
está totalmente desperta. Mas no sono, os laços que mantém os veículos de
manifestação unidos se afrouxam e o Corpo Astral se destaca do corpo físico. Essa
separação é que constitui o fenômeno da projeção da consciência. Pode ocorrer não
somente durante o sono, mas também no transe, na síncope, no desmaio ou sob a
influência de um anestésico.
Nos animais, o corpo astral é a sede dos instintos. É por intermédio deste corpo que se
produzem os fenômenos, por muito tempo contestados, da telepatia, aparições e visões
que temos no sonho.
É formado por matéria do nível "rupa"
(com forma) ou mental inferior, constituindo-se no agente do pensamento e da mente da
personalidade, é nele que se produz tudo o que chamamos de manifestação de
inteligência. É nele - e não no cérebro - que se originam e se manifestam os
pensamentos, com formas e cores definidas, segundo suas qualidades específicas
(pensamentos bons ou maus).
É a sede de todo e qualquer pensamento e da vontade, é o EU pensante no qual se
produzem todos os fenômenos da consciência.
O juízo, o raciocínio, as resoluções, as
deliberações, fazem parte de seu domínio. No estado de desenvolvimento que podemos
apreciar é o princípio superior que governa todas as nossas funções e preside a todas
as nossas ações.
Não constitui como o astral e o duplo-etéreo, uma
cópia exata do homem físico e apresenta-se numa forma ovalada, que cresce,
aumentando de volume, à medida que os atributos da inteligência se tornam distintos. No
homem comum, não funciona como veículo no seu próprio plano; quando exerce as
faculdades mentais, elas se revestem de matéria astral e física para que se tenha
consciência de sua atividade no cérebro físico
.
O corpo mental é, assim, o veículo do ego, do Pensador real, que reside no corpo
causal.
Como mensionado acima, o corpo mental tem a particularidade de crescer em tamanho e,
naturalmente, em atividade, proporcionalmente ao desenvolvimento do homem. O corpo
físico, conforme sabemos, permaneceu substancialmente do mesmo tamanho, por longas
idades; o corpo astral cresce até certo ponto, mas o corpo mental (bem como o corpo
causal) expande-se enormemente nos últimos estágios da evolução, exibindo a mais
opulenta irradiação de luzes multicoloridas, brilhando com intenso esplendor, e
despedindo deslumbrantes clarões quando em alta atividade.
O exame clarividente da aura do corpo mental tem mostrado que quando uma pessoa desenvolve
uma opinião preconcebida sobre qualquer assunto se opera uma certa transformação em seu
corpo mental, na área que corresponde a aquele tipo de pensamento. Como muito bem sabem
os estudante de Ocultismo, os diferentes tipos de pensamentos possuem áreas
diferentes no corpo mental, que lhe são destinadas, da mesma maneira como diferentes
porções do cérebro são determinadasaos diferentes sentidos e tipos de atividades
mentais.
É importante resaltar que os sete sub-planos do plano mental, são divididos em dois
grupos: um terciário formado pelos três sub-planos superiores, daí chamar-se mental superior e um quaternário,
formado pelos quatro sub-planos inferiores, chamado mental
inferior.
Essa divisão não é puramente didática, pois o mental inferior é o último nível,
partindo do mais grosseiro para o mais sutil aonde persiste o aspecto corpo, o aspecto
"forma",
razão pela qual recebe a denominação técnica de "rupa" ou com corpo,
com forma. No mental superior, não existe forma, devido a extrema sutiliza da matéria, recebendo a denominação de
"arupa" ou sem forma.
Para melhor esclarecimento, veja abaixo um esquema
detalhado, do Plano Mental:
Mental Superior "arupa" (Não tem forma) |
1 sub-plano |
2 sub-plano |
|
3 sub-plano |
|
Mental Inferior "rupa" (Tem forma, corpo) |
4 sub-plano |
5 sub-plano |
|
6 sub-plano |
|
7 sub-plano |
O corpo Causal compõe-se de matéria dos
três subplanos superiores do plano mental e constitui o veículo mais denso do Ego
imortal, que opera através de Atma-Buddhi-Manas.
A primeira função do corpo Causal é de servir como órgão do pensamento abstrato, o
que significa dizer que a formaçãos dos conceitos abstratos depende das vibrações da
matéria pertecente a esse veículo de consciência.
É o EGO (Centelha Divida, a Mônada),
como individualidade reencarnante, é revestido de um corpo permantente, conhecido pelo nome de
"causal", porque nele estão todas as causas cujos efeitos se
manifestam nos planos inferiores. É formado por matéria do nível "arupa"
ou mental superior (sem forma). Constitui o receptáculo, o reservatório, onde todos os
tesouros do homem se acham acumulados para a eternidade e vai sempre desenvolvendo-se mais
e mais, à medida que a natureza inferior - através das reencarnações - lhe transmite
coisas dignas de nele serem incorporadas. É no corpo causal que são assimilados todos
os resultados duráveis da atividade humana, toda experiência e aprendizado obtido no
plano Físico, Astral e Mental; é nele que se acham armazenados os germes de todas as
qualidades, a fim de serem transmitidos à aproxima encarnação; portanto, as
manifestações inferiores dependem inteiramente do progresso e do desenvolvimento deste
homem "cuja hora nunca soa".
O corpo causal é o receptáculo tanto do mal como do bem,
visto constituir tudo o que resta do homem depois da dispersão dos veículos inferiores,
mas o bem
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No encerramento de um ciclo de vida, as experiências da última vida terretre são
assimiladas lentamente a sua essência, em forma de faculdade, é transferida e
incorporada à constituição do corpo Causal. É como se a personalidade destilasse todas
as suas experiências, e, antes de se disolverem e desaparecer, transferisse o refinado
produto, a valiosa essência de todas essas experiências terrestres, à sua origem, ou
seja, o Ego que as fêz nascer. Desta maneira, o Ego incorpora na sua própria
constituição todas as valiosas lições aprendidas, e inicia cada nova vida com as
experiências acumuladas das anteriores.
A personalidade surge do Ego, como se fosse uma emanação dele, mas, enquanto está sendo
formada, durante uma encarnação, ela cria uma vida própria e independente que poderá
ou não estar de acordo com o Ego e os seus interesses.
Em cada encarnação somente certos aspectos e faculdades do Ego são trazidos à
manifestação. As outras permanecem suspensas, em estado latente, para serem
expressadas em encarnações futuras. Cada encarnação terá de ocorrer num conjunto
específico de circunstâncias, determinadas pelo Karma e as necessidades
evolucionárias da alma.
Esse corpo, que no início de sua evolução é incolor e sem expressão, torna-se após
cada encarnação cada vez mais belamente colorido e glorioso.
Então, a formação deste corpo marca o nascimento da alma humana e, daí por diante, ela
passa pelos processos da evolução humana, de acordo com as leis da Reencarnação e do Karma.
Este aperfeiçoamento gradual da característica humana para a divina é acompanhado de um
desenvolvimento paralelo do corpo Causal, que resulta num aumento do tamanho do ovóide
áurico, no aparecimento de bandas de cores brilhantes e num aumento geral da sua
luminosidade.
O desenvolvimento, a evolução desse corpo, constitui um processo muito lento, levando
centenas de vidas até atingir a perfeição.
Nos estágios iniciais esta evolução é guiada somente de fora, pelas hostes dos
emissários Divinos que trabalham no Sistema Solar, e a alma quase que não participa do
seu próprio desenvolvimento. Só quando ela se aproxima do fim de sua jornada, e se torna
consciente do propósito desta longa caminhada, é que começa a tomar participação,
sempre progressiva, no seu próprio crescimento e desenvolvimento.
Convém notar que o corpo causal não está ainda plenamente ativo nos indivíduos comuns,
porque, quanto a eles, somente a matéria pertence à terceira subdivisão está
vivificada. À proporção que o Ego desenvolve as suas faculdades latentes através da
longa marcha de sua evolução, a matéria superior é pouco a pouco posta em atividade.
Porém, não atinge ao completo desenvolvimento senão no homem que se tornou perfeito, ao
qual damos o nome de Adepto.
O homem comum é ainda muito pouco desenvolvido como Ego; ele precisa da matéria
mais rude de planos muito inferiores para poder sentir vibrações e a elas responder.
A tríade que constitui o homem, Atma, Budhi
e Manas, (Espírito, Intuição
e Inteligência) encontra-se no corpo causal: o EGO, o Eu Superior, a verdadeira e imortal "essência
divina", manifesta-se através do corpo causal, aí permanecendo até que o
homem atinja a perfeição dos Mestres.
Aqui, neste veículo, os pensamentos não
mais tomam forma e flutuam em nosso redor como o fazem em níveis inferiores, mas passam
como relâmpagos de uma alma para outra.
Aqui não temos veículos recém-adquiridos, mas estamos face a face com um corpo mais
velho que as colinas, uma verdadeira expressão da Glória Divina que sempre descansa por
detrás dele, e brilha através dele mais e mais no desdobramento gradual de seus poderes.
Causa e efeito são um, claramente visíveis em sua unidade como dois lados da mesma
moeda. Deixamos o concreto pelo abstrato; não temos mais multiplicidade de formas, mas a
idéias que está por detrás de todas aquelas formas. A essência de todas as coisas
está disponível.
O corpo Mental, Astral, Duplo-etérico e Físico - que constituem o Eu
Inferior - são meramente "roupagens"
do Corpo Causal que é a verdadeira morada do espírito. O corpo
Causal não pode se expandir, aprender em seu próprio plano, porque ali não existe
matéria inferior para ele adquirir as experiências necessárias à sua evolução, daí
surge a necessidade da reencarnação..
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Estes corpos citados acima representam
organismos distintos, que estão ajustados uns sobre os outros de forma tal que uma
impressão percebida por um é imediatamente transmitida aos outros.
Poder-se-ia comparar esta transmissão com a seguinte: tirando-se vigorosamente um som de
uma harpa, os instrumentos semelhantes, colocados na sua vizinhança, repetem a nota
vibrada pela harpa, se estiverem afinados no mesmo tom dela.
O Físico, o Astral e o Mental, por
exemplo, representam aqui oitavas cada vez mais elevadas, de tal forma
que o cunjunto das notas, que podem ser dadas pelo Físico, forma uma oitava qualquer. O
mesmo conjunto de notas constitui, no Astral, uma oitava superior, e no Mental, uma oitava
ainda mais elevada.
O ser Físico é dirigido pelo Astral e pelo Mental. Em princípio, ele é submetido ao
astral durante o sono e ao mental durante a vigília.
Os loucos, obcecados e todos os que obedecem aos impulsos mais ou menos irresistíveis,
são quase que exclusivamente governados pelo Astral, pois o Mental, que reina
soberanamente nos homens fortes e senhores de suas ações, perde, nos primeiros, sua
autoridade, de modo mais ou menos completo
Como podemos concluir, o homem possue uma
constituição complexa. Um jogo de veículos liga-nos com todos os planos internos e cada
um deles emite as suas vibrações peculiares para o cérebro produzindo, assim, o
complexo e variado fenômeno de nossa consciência física. Assim, as nossas sensações e
sentimentos são devidos à repercussão, no sistema cérebro espinhal, das
vibrações provenientes do plano astral. Os nossos pensamentos são devidos à
reprodução no cérebro físico das vibrações do plano mental. Quanto às nossas
verdadeiras intuições são elas ecos abafados das vibrações provenientes de planos
mais sutis, que estão inda mais profundamente localizados. Em vista desta natureza
múltipla das fontes onde se originam os fenômenos que surgem na consciência física,
ninguém tem possibilidade de classificá-los e traçar suas respectivas procedências, a
não ser que possua o poder de abandonar voluntariamente o veículo físico para, em plena
consciência, examiná-los nos planos superfísicos. Efetivamente, a ciência do Ocultismo,
no seu verdadeiro sentido, base que é da Sabedoria Antiga, é o resultado de tais
investigações procedidas há longo tempo pelos Adeptos, através de eons de
ininterrupta continuidade.
O Eu constitui centros temporários para a sua vida
em um ou outro destes corpos, seduzindo pelos estímulos exteriores que despertam sua
atividade e, através de sua atuação nesses corpos, com eles se identifica. À medida
que a evolução avança, que o Eu se desenvolve, ele descobre gradualmente que esses
centros físico, astral e mental são os seus instrumentos e não ele próprio; encara-os
como partes do "não eu" que temporariamente atraiu para com ele se unirem, da
mesma maneira como se pode utilizar uma caneta ou um pincel. O Eu reconhece a si mesmo
como vida e não forma, bem-aventuraça e não desejo, conhecimento e não pensamento. Tal
pessoa é, em primeiro lugar, consciente da unidade, e por ela mesma encontra a paz.
Enquanto a consciência identifica-se com as formas, parece ser múltipla; quando ela se
identifica como vida, projeta-se em forma una.
A Constituição Real do Homem
"O corpo é para a alma o que a roupa
é para o corpo"
Após conhecer os vários corpos ou
veículos de que o homem utiliza para trilhar sua evolução nos planos inferiores,
veremos agora algo sobre a constituição do verdadeiro Ser, que todos
somos.
O homem é, pois, em essência, uma Centelha do Fogo Divino,
pertencente ao mundo Paranirvânico. Daí em diante daremos a esta Centelha o nome de "Mônada".
Para os fins da evolução humana, a Mônada se manifesta nos mundos inferiores. Quando
muda de estágio e penetra no mundo Nirvânico, apresenta-se debaixo da forma de um Espírito Triplo,
tendo três aspectos diferentes. O primeiro desses aspectos, que chamamos "o Espírito
no homem", permanece sempre no mundo Paranirvânico. É no mundo Nirânico ou da
Intuição que se manifesta o segundo aspecto "a Intuição no
homem". Quanto ao terceiro, ao qual damos o nome de "a Inteligência
no homem", mostra-se no mundo Mental
Superior. Assim, o homem que é, na realidade,
uma Mônada residindo no mundo Paranirvânico ou Monádico, existe, ao mesmo tempo, no
mundo mental superior, como "Ego" manifesta estes três aspectos de si
mesmo - (Espírito, Intuição e Inteligência) por intermédio de um "veículo" de matéria mental
superior designado sob o nome de "Corpo Causal".
A consciência - e a autoconsciência nada mais é senão a consciência concentrada em um
ponto definido que recebe e transmite - é uma unidade. Se ela se manifesta no mundo
exterior em forma múltipla, isto não ocorre porque a consciência tenha perdido a
sua unidade, mas porque ela ali se apresenta através de diferentes meios.
Conclusão Final
O que é o homem?
Uma inteligência espiritual, uma porção da Divindade revestida de matéria.
A natureza íntima do homem é um fragmento ou porção da Divindade, um Espírito imortal revestido de invólucros, de agregados de matéria, de corpos, ou como se queira chamar esta parte temporária e mutável, em contraste com sua eterna natureza dimanante do mesmo Deus.
Para compreendermos o que é o homem, devemos considerar a continuidade de sua vida, porque continuadamente está desenvolvendo sua Divindade íntima e modelando seus corpos mutáveis, de sorte que expressem sempre suas capacidades crescentes.
O homem está revestido de três corpos ou roupagens inseparáveis durante a série de reencarnações, e sobrevestido de outros três corpos ou roupagens transitórias e separáveis, que nascem e morrem e cuja matéria componente reverte à massa geral de seu respectivo mundo, para fazer parte de outras agregações de matéria mineral, vegetal, animal e humana.Nós não somos o corpo, o cérebro, a personalidade, mas nós somos o EGO reencarnado, Atma, Buddhi e Manas (Vontade - Intuição - Inteligência), a identidade contínua que utiliza as várias personalidades para adquirir experiências e aprendizados na Terra.
Assim, o homem é de natureza trina como o seu Criador, e por isso diz a Bíblia que Deus o fês "à Sua imagem e semelhança" (Gên. 1:26).
- * - * -
Relação bibliográfica utilizada para a construção desta página:
-- O Homem e os seus corpos; Annie Besant - Editora Pensamento
-- A Vida Interna; Leadbeater - Idem
-- A Mônada; Leadbeater - Idem
-- Magnetismo Pessoal; Heitor Durville
-- Compêndio de Teosofia; Leadbeater
-- Energia Programada - a mecânica do perispírito; José Amorim
-- O Corpo Astral; Arthur E. Powell
-- O Corpo Mental; Arthur E. Powell
-- O Duplo Etérico; Arthur E. Powell
-- A autocultura à luz do ocultismo; I. K. Taimni
-- A vida do homem em três mundos, Annie Besant - Editora Pensamento