O  PLANO   MENTAL

O  Plano   Mental

Fenda.gif (12776 bytes)O Plano Mental é um mundo, plano, nível, dimensão, esfera ou região de nosso universo; como um mundo esplêndido de exuberante vida, onde podemos residir tanto agora como depois da vida astral, no intervalo entre duas encarnações.

O Plano Mental é o imediatamente superior ao Astral, porém é absolutamente necessário que o estudante de Teosofia e Esoterismo compreenda a verdade capital de que em nosso universo há sete planos, mundos, níveis, esferas ou regiões, cada um com sua matéria peculiar de apropriado grau de densidade que interpenetra a matéria do plano contiguamente inferior. Portanto, as palavras "superior", "alto" e "baixo", com referência aos planos ou mundos de nosso universo, não denotam sua posição, pois que todos ocupam o mesmo espaço, senão tão-só indicam o maior ou menor grau de condensação de matéria primordial e sua diversa tônica de vibração.

Em conseqüência, quando dizemos que um indivíduo passa de um plano para outro, esse passo não significa nem o menor movimento no espaço, senão simplesmente uma mudança de foco de consciência. Porque cada ser humano tem em si mesmo matéria de cada um dos sete planos e um veículo ou corpo correspondente a cada um deles, por cujo meio pode atuar quando sabe manejá-lo. Assim é que a passagem de um plano para outro eqüivale a mudar de um veículo para outro o foco da consciência, e no atual estado evolutivo da massa geral da humanidade esta mudança se contrai ao uso dos veículos Astral e Mental, em lugar do físico.

O Plano Mental é uma elevada região do universo, o mundo-céu das religiões, denominado Devacan, "o lugar dos deuses", ou Devasthan e Svarga pelos hindus; Sukhavati pelos budistas, Campos Elíseos pelos antigos gregos, Céu pelos zoroastrianos e cristão. É geralmente tido como uma região de perene felicidade. Há, tradicionalmente, sete níveis de plano e vida celeste. Segundo o autor, não se trata de um deserto, habitado apenas por um pequeno grupo de almas eleitas que ali vivem uma vida contemplativa mas passiva, alheia a tudo e a todos. Bem ao contrário, é um mundo maravilhoso, esplendente de luz, dinamismo e atividade, que sucede imediatamente ao Mundo Astral, mas onde não penetram, nem podem penetrar, o caos e a confusão dos mundos que lhe são inferiores, como o astral e o terreno.

No plano mental permanece o homem a maior parte do tempo durante o transcurso de sua evolução, a menos que esteja sumamente atrasado. Em termo médio, a vida celeste dura vinte vezes mais que a mais longeva vida física. A duração é muito menor nos indivíduos escassamente evoluídos, enquanto que, ao contrário, nos muito evoluídos a vida celeste é trinta vezes mais longa que a física.

O plano mental é a peculiar e permanente morada do Ego, cujas descidas à encarnação são curtos ainda que importantíssimos episódios de sua carreira. Portanto, não serão tempo nem esforço perdidos os empregados em adquirir o maior conhecimento possível da vida celeste enquanto estivermos aprisionados no corpo físico.

A matéria que vamos descrever é muitíssimo mais sutil do que a astral, ao querer expressá-las em linguagem comum, o investigador se encontra completamente perdido e só pode esperar que a intuição dos leitores supra a inevitável deficiência da descrição.

Como exemplo de uma das muitas dificuldades, parece como se no plano mental não existisse espaço nem tempo, porque os acontecimentos que no plano físico se sucedem um após outro em lugares separados, ocorrem no mundo mental simultaneamente e no mesmo lugar.

Não é possível focalizar plenamente a consciência no mundo celeste e retornar à terra com clara recordação do que ali percebeu.

A intensiva felicidade é a primeira idéia capital em que devem basear-se nossos conceitos da vida celeste. Tratamos de um mundo em que, por sua própria constituição, são impossíveis o mal e a tristeza; em que todos são felizes, pois cada qual goza da maior felicidade espiritual de que é capaz de gozar. É um mundo cujo poder de resposta de aspirações só está limitado pela capacidade do aspirante.

No mundo mental a onipresente vida palpita em toda a parte, incessantemente, e com enorme elevação de tonalidade.

Para o explorador do mundo mental, pensar equivale a realizar sem dúvidas, demoras ou vacilações. Se pensa num lugar, imediatamente se encontra no mesmo lugar. Se pensa num parente ou amigo, instantaneamente o tem ante si, não são possíveis os erros e nem podem enganá-lo as falsas aparências, porque como em um livro aberto lê os pensamentos e emoções do seu parente ou amigo.

O explorador conhece tudo quanto não transcende do mundo mental. O passado do mundo terrestre é para ele tão claro como o presente, porque sempre tem à sua disposição os indeléveis arquivos da natureza, e a história surge ante sua vista ao mandato de sua vontade. Já não está à mercê dos historiadores, que arriscam a estar mal informados ou padecer de parcialidade, e pode estudar por si mesmo qualquer incidente ou episódio histórico que lhe interesse, com a certeza de que conhecerá a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade.

Se for capaz de permanecer nos três subplanos superiores do plano mental, ante ele se desenvolverá toda a história de suas vidas passadas e verá as causas cármicas que fizeram dele o que é, e também verá o que o carma lhe reserva para esgotá-lo antes de saldar a triste e longa conta. Assim conhecerá exatamente seu verdadeiro lugar na evolução.

O pensamento concreto toma a forma do objeto cuja idéia envolve, ao passo que as idéias abstratas se plasmam em perfeitas e formosas formas geométricas.

O plano mental não tem cenário fixo, porém cada um estabelece um cenário peculiar segundo a índole de seus pensamentos.

Como o astral e o físico também compreende sete subdivisões. As quatro inferiores constituem o mundo mental inferior, onde subsistem as formas e a maioria dos seres humanos reencarnantes passa sua longa vida de felicidade entre duas encarnações. As três subdivisões ou subplanos superiores constituem o mundo mental superior, onde já não existem formas e é a verdadeira morada do Ego ou Alma humana. Ao mundo mental inferior se chama mundo rúpico ou com forma, porque nele cada pensamento assume uma forma definida, enquanto que ao mundo celeste superior se chama arúpico  ou sem forma e nele o pensamento se manifesta de maneira muito diferente.

O plano mental é um reflexo da Mente Divina, um inesgotável e infinito depósito donde o Ego pode extrair tudo quanto lhe permita o dinamismo dos pensamentos e aspirações engendrados durante a vida física e astral.

Nos começos de nossas investigações, tornou-se evidente que no plano mental também havia, como no astral, uma essência elemental completamente distinta da matéria própria do plano, e que essa essência elemental era ainda mais instantaneamente sensível à ação do pensamento que a do plano astral, pois no mundo mental tudo era substância mental. Portanto, não só a essência elemental, mas toda a matéria própria do plano está diretamente afetada pela ação do pensamento, de maneira que convém distinguir entre ambas as ações.

Assim vemos que cada Ego é no mundo mental um foco emissor de radiações mentais que se propagam em todas as direções, sem se entrecruzarem umas com as outras. Nisto se parecem a raios luminosos no mundo físico.

Sem dúvida que nem todos os pensamentos percebidos formalmente no plano mental ou rúpico estão dirigidos a determinada pessoa, mas que muitos flutuam vagamente no ambiente do plano com infinidade de formas e cores, de modo que sua observação e estudo é em si uma ciência fascinadora. Nos dará uma idéia dos princípios fundamentais de sua formação o seguinte extrato de um artigo publicado pela Dra. Besant no Lúcifer de setembro de 1896, revista antecessora de The Theosophical Review:

As formas de pensamento laçadas pela ação da mente baseiam-se nos três princípios seguintes:

   1 – A qualidade do pensamento determina a cor.
   2 – A natureza do pensamento determina a forma.
   3 – A precisão do pensamento determina a nitidez de seu contorno.

Uma pequena experiência do plano mental basta para alterar fundamentalmente o conceito que o estudante possa ter das mudanças que se seguem à morte física. Ao abrir sua consciência no plano astral e mais ainda no mundo mental, compreende desde logo que a plenitude da verdadeira vida não se pode conhecer no mundo físico, e quando saímos deste mundo e depois de passar pelo astral passamos ao mental, entramos na verdadeira vida. A linguagem humana não tem palavras apropriadas para expressar esta condição.

Os habitantes do mundo mental que ainda estão em corpo físico são invariavelmente os Adeptos e seus discípulos já iniciados, pois enquanto um Mestre não ensina a seu discípulo a maneira de usar o seu corpo mental, ele não poderá atuar conscientemente nem mesmo nos subplanos inferiores do mental. Para funcionar conscientemente durante a vida física nos subplanos superiores, é necessário um adiantamento muito maior, porque requer a unificação do homem.

Como exemplo da possibilidade de entrar no plano mental durante o sono, mencionaremos um incidente ocorrido em relação a uma mulher de mente pura e considerável que se achava no mesmo estado em que se encontra um homem comum depois da vida astral, ao chegar ao oceano de luz e cor em que ele flutua, inteiramente absorto em seus próprios pensamentos. Isto é, que a mulher adormecida permanecia em extática contemplação da paisagem e de tudo quanto a paisagem lhe sugeria, com aguda intuição, a perfeita apreciação e o intenso vigor do pensamento peculiar do plano mental, em contínuo gozo de uma inefável felicidade. Várias horas esteve a mulher adormecida nesta condição, embora parecesse ter perdido a noção do tempo, até que por fim despertou com um sentimento de profunda paz e gozo interior, embora não se recordasse de nada do que sonhou.

Os Desencarnados

Antes de se considerar em pormenor as condições em que as entidades desencarnadas se encontram nos diversos subplanos do plano mental, convém ter uma idéia muito clara da distinção entre os quatro subplanos rúpicos e os três arúpicos. Nos quatro subplanos rúpicos o homem vive inteiramente no mundo de seus próprios pensamentos, ainda identificado com a personalidade que assumiu na vida passada na terra, enquanto que nos três subplanos arúpicos o Ego reencarnante já tem consciência do que o rodeia e das condições do plano, e conhece suas vidas passadas e o que lhe está destinado fazer na encarnação imediata.

Convém recordar que depois da vida astral que se segue à perda do corpo físico, o homem passa sucessivamente pelos dois estados de consciência correspondente aos quatro subplanos do mundo mental superior. No entanto, a maioria está tão pouco evoluída que sua consciência é tão tênue em ambos os mundos, que bem se pode dizer que vivem sonolentas neles, embora consciente ou inconsciente, dormindo ou acordado, todo ser humano tem que chegar ao Plano Causal - ou plano mental superior - antes de se reencarnar no plano físico, e segundo progride em sua evolução, é mais real para ele o seu contato com o plano causal. Não só é ele ali mais consciente à medida que progride, senão que sua permanência nesse mundo é cada vez mais longa, porque sua consciência se vai elevando lenta mas firmemente pelos diversos planos do sistema.

Por exemplo: o homem que começa a evoluir só é consciente no plano físico durante a vida terrena e nos subplanos inferiores do plano astral depois da morte do corpo físico. Quando o indivíduo está algo mais adiantado, já passa um curto período da vida celeste nos subplanos inferiores do mundo mental, embora ainda passe no mundo astral a maior parte do intervalo entre duas encarnações. Conforme progrida, a vida astral vai-se tornando cada vez mais curta e a mental mais longa, até que, quando alcança um alto grau de inteligência e espiritualidade, passa rapidamente pelo mundo astral e permanece longo tempo no mundo mental isto é, no subplano superior dos quatro rúpicos ou com forma. Ali, então, sua consciência se eleva consideravelmente até passar para o mundo causal, onde no corpo causal, permanece a maior parte do tempo ente duas encarnações.

O processo se repete daí em diante, no sentido de que cada vez é mais curta a vida astral e mais longa e plena a vida mental.

Para que uma aspiração ou um pensamento tenham existência no mundo mental é indispensável que seu propósito seja totalmente inegoísta.

O amor à família, a amizade leal e a devoção religiosa são qualidades que levam um homem à vida mental, embora se tenha de distinguir que as duas variedades egoísta e inegoísta destas qualidades, pois as de índole egoísta não abrem as portas ao mundo celeste (mental).

Todo indivíduo tem de retrair-se em seu verdadeiro ser no plano mental antes de se reencarnar; mas disso não se segue que nesta condição haja de ser consciente, e do mesmo modo temos dito que os Egos atrasados ou que começam a sua evolução não chegam ao plano mental.

Um ponto interessante sobre este particular é que se um indivíduo pode relacionar-se com a vida celeste de vários parentes e amigos simultaneamente, poderá também manifestar-se ao mesmo tempo nas várias imagens que deles se forjem.

Alguns perguntam se no mundo mental se tem noção do tempo, se há sucessão de dias e noites, e de sono e vigília. A única coisa que há no mundo mental em relação a este particular é o despertar da mente à inefável felicidade de que o Ego desfruta, e também a lenta queda no sono de uma ditosa inconsciência ao terminar a vida celeste, que no princípio se nos descreveu comparando-a a uma espécie de prolongamento ou série de todas as horas ditosas de uma pessoa na terra, porém com centuplicada felicidade.

Sem dúvida esta descrição é muito deficiente, como o são todas as que são feitas tomando por comparação as coisas do plano físico.

Quando o Ego abandona definitivamente o corpo astral e fica com o corpo mental inferior como uma envoltura externa, sobrevem um período de inconsciência superficial cuja duração varia entre limites muito extremos, analogamente ao que ocorre ao morrer o corpo físico. O despertar da consciência mental assemelha-se ao despertar pela manhã do sono profundo de uma noite. Da mesma forma que ao despertar pela manhã passamos por um período de preguiça deleitosa durante o qual a mente não está ativa nem o corpo rígido, assim também, quando ao despertar o Ego no mundo mental, passa por um período mais ou menos longo de intensa e gradualmente crescente felicidade até alcançar a plena atividade.

A primeira vez que o Ego experimenta este admirável sentimento de gozo, enche todo o corpo de sua consciência, e pouco a pouco se vê rodeado de um mundo de imagens forjadas por sua mente com as características peculiares do subplano a que o levou o seu estado de consciência.

Outro caso mais recente observado foi o de um materialista que, ao despertar no mundo astral depois da morte, acreditou que ainda estava vivo na terra, porém sob a influência de um pesadelo.

Para todos, exceto para alguns indivíduos muito adiantados, a vida celeste é absolutamente necessária, porque só assim é possível que suas aspirações se convertam em faculdades, suas experiências em conhecimentos, e o progresso que o Ego realiza deste modo é muito maior do que seria possível se por de outra maneira, seja a negação das leis da natureza de que quanto mais próximo estivesse de conseguir seu magno objetivo, mais determinados e formidáveis seriam os seus esforços para invalidar-se, o que não se enquadra a leis que manifestam a mais alta sabedoria.

O Mundo Mental Superior

Denomina-se também Plano Causal, céu superior, e está constituído pelos três subplanos superiores, ou seja, o terceiro, segundo e primeiro do mundo mental, ou seja, os céus, quinto, sexto e sétimo. O mundo mental arúpico, no qual os pensamentos não necessitam assumir forma, porque a mente abstrata, vibrante por meio do corpo mental superior ou corpo causal, é a tônica do plano em que o Ego tem sua própria e permanente morada durante o ciclo de suas reencarnações. O Ego tem neste plano uma visão clara de tudo o que vê, porque transcendeu as ilusões e o refrativo meio da personalidade. Poderá ser tênue, débil e limitada a sua visão, porém é verdadeira.

As condições da consciência no mundo causal são tão distintas das com as quais estamos familiarizados no mundo físico, que nenhum vocábulo da terminologia psicológica serve para descrevê-las. O plano causal é o reino do número em contraste com o fenômeno, das causas em contraste com os efeitos, das essências em oposição às formas, mas ainda é um mundo de manifestação, embora real, se compara com as ilusões dos mundos inferiores, e também há nele formas, porém de matéria tenuíssima e de essência sutil.

Terminado o período a que chamamos vida celeste, o Ego tem que passar por outra fase de existência antes de renascer na terra, e embora para a maioria das pessoas seja muito curto este período, não devemos silenciar se queremos ter um conceito completo da vida superfísica do homem.

O resultado final se conhece quando neste processo de retração a consciência volta a concentrar-se no Ego, sendo restituída à sua verdadeira morada, o mundo causal. Então se verifica que novas qualidades adquiriu, ou melhor dizendo, atualizou aquele ciclo particular de sua evolução. Então o Ego também percebe um vislumbre do conjunto de sua vida, pois tem por um momento um lampejo de consciência clara, em que vê o resultado das três etapas física, astral e mental da vida que acaba de passar, e também o que dela resultará para a sua próxima e imediata encarnação.

Este vislumbre envolve apenas o conhecimento da índole da próxima encarnação, pois o Ego só tem dela um vago e geral sentimento que lhe descobre o objeto básico; porém o valor da lição consiste no conhecimento dos resultados cármicos de suas ações passadas, e oferece-lhe uma ocasião que aproveitará com maior ou menor vantagem segundo o grau de evolução que se encontre.

No princípio aproveita muito pouco, pois não tem a consciência bastante apta para examinar os fatos e assinalar suas variadas relações; porém pouco a pouco vai aumentando sua aptidão para apreciar o que vê, até que consegue recordar os vislumbres obtidos no fim do anterior ciclo de vida e compará-los entre si, de modo que a comparação lhe dá a conhecer seu progresso na evolução.

O mundo mental superior, ou plano causal, e também é o mais povoado de todos os subplanos do genérico mundo mental, porque ali estão presentes os sessenta mil milhões de Egos comprometidos na atual evolução humana.

Segundo o Ego vá passando por experiências e assimilando seus resultados, adquire o conhecimento de que umas ações são boas e outras más, e este conhecimento se manifesta imperfeitamente na personalidade como uma incipiente consciência do justo e do injusto Pouco a pouco o sentimento de justiça vai se afirmando, e mais claramente se formula na personalidade de modo que já serve um tanto de guia de conduta.

Por meio das oportunidades que deparam os lampejos da plena consciência a que temos aludido, os Egos mais avançados do terceiro subplano adiantam até o ponto de se ocuparem no estudo de seu passado, assinalando as causas que o estabeleceram e aprendendo muito desta retrospecção, de modo que os novos impulsos para a frente são mais claros e definidos, e transferem-se à personalidade como firme convencimento e imperativas intuições.

O primeiro subplano mental é o mais glorioso, no qual moram poucas entidades pertencentes à nossa humanidade, que são os Mestres de Sabedoria e Compaixão e seus discípulos e iniciados. A beleza de forma, cor e som é inefável neste subplano, porque na linguagem humana não existem vocábulos em que possam achar expressão tão radiantes esplendores.

Neste primeiro subplano o Ego também é consciente dos subplanos inferiores nos quais pode aproveitar plenamente as imagens mentais de seus parentes e amigos, enquanto que no terceiro subplano e na metade inferior do segundo, era ainda algo inconsciente dos subplanos inferiores, e instintiva e automática sua ação nas imagens mentais. Porém, ao chegar à metade superior do segundo subplano, sua visão esclareceu-se em certas condições muitíssimo melhor do que por meio da personalidade.

No primeiro subplano o Ego atua em seu corpo causal, envolto na magnificente luz e esplendor do sétimo céu, e sua consciência pode focalizar-se instantaneamente em qualquer ponto dos subplanos inferiores e intensificar com energia suplementar a imagem mental da qual deseja valer-se com o propósito de dar ensinamento.

Deste primeiro e supremo subplando do mundo mental flui a maioria das influências dos Mestres de Compaixão e Sabedoria, quando trabalham em favor da evolução humana e atuam diretamente nos Egos dos homens, derramando sobre eles as inspiradoras energias que estimulam o progresso espiritual que ilumina a mente e purifica as emoções.

Deste primeiro subplano do mundo mental o gênio recebe a luz que o ilumina e ali encontra sua orientação todos os esforços de adiantamento espiritual.

O Reino Animal

Está representado no plano mental por duas divisões principais. No mental inferior encontramos as almas grupais às quais está sujeita a imensa maioria dos animais, e no subplano inferior do mental superior vemos os corpos causais dos poucos animais individualizados, que em rigor já não são animais, pois nos oferecem o único exemplo que agora podemos ver do primitivo corpo causal em formação, debilmente colorido pelas primeiras vibrações das recém-atualizadas qualidades.

Depois de sua morte nos mundos físico e astral, o animal individualizado tem uma longa e sonolenta vinda no sétimo subplano mental ou primeiro céu. Sua condição durante este tempo é análoga à do ser humano no mesmo nível, embora com muitíssimo menos atividade mental. Tem por ambiente suas próprias formas de pensamento, embora quase não seja consciente delas e incluam as dos que foram seus companheiros que os amaram aqui na terra. Se o sentimento amoroso e inegoísta for capaz de forjar estas imagens, também o será de comover o Ego do amado e excitar nele uma resposta, pelo que o afeto, carinho e amor posto nos animais favoritos têm sua resposta em favor da evolução do Ego que os amou na terra.

Quando o individualizado animal se retrai em seu corpo causal à espera de que a roda da evolução lhe dê oportunidade de encarnar pela primeira vez em forma humana, parece como se perdesse toda noção das coisas externas e permanecesse em delicioso êxtase de paz e gozo. Ainda então, é possível que se adiante interiormente de algum modo de difícil compreensão para nós; porém ao menos sabemos que toda entidade, já comece a evolução humana, já esteja nela, goza no mundo celeste quanta felicidade seja capaz de gozar.

Os Devas

São também chamados Anjos. O sistema superior de evolução especialmente relacionado com a nossa terra, que saibamos, é os dos seres chamados devas pelos hinduístas e que em outras religiões são chamados anjos. Pode-se considerar como um reino imediatamente superior ao humano, da mesma maneira que o reino humano é imediatamente superior ao animal, com a diferença de que o animal, para evoluir, tem de passar pelo reino humano, e o homem, quando chega ao adaptado, o nível asekha, encontra a sua frente sete linhas de evolução, uma das quais é o reino dévico.

Atualmente não nos é possível saber grande coisa sobre os devas, embora sem dúvida a meta de sua evolução há de ser notadamente mais elevado do que a nossa. Isto é, assim como o objetivo da evolução humana é elevar o indivíduo ao nível de adepto no final da sétima ronda, o objetivo da evolução dévica é o de elevar os da primeira categoria a um grau muito maior no mesmo período. Também para eles, como para nós, há uma senda mais escarpada, à maneira de atalho, para chegar com o requerido esforço a sublimes alturas às que mal podemos conjecturar.

Estes são comentários extraídos do livro:

"O Plano Mental" - de C. W. Leadbeater – Editora Pensamento

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