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Sociedade Teosófica
Foi fundada nos E.U.A., em 1875, por Helena Petrovna Blavatski (1831-1891), pertencente à nobreza russa. Casou-se aos 17 anos. Meses depois separou-se do marido passando a viajar pelo mundo. Esteve primeiramente no México, Canadá, E.U.A., Índia, Tibet e outros países. Em 1873, em Nova York, juntou-se a um grupo de pessoas que investigavam os fenômenos do Espiritismo. Com os melhores elementos deste grupo, fundou, em 17 de novembro de 1875, a Sociedade Teosófica. As bases do Teosofismo moderno estão contidas no seu livro Isis Unveiled ("Isis Revelada"), que trata das teorias da evolução da religião e da humanidade.Em 1879, ela e o Coronél Olcott foram à Índia e escolheram como sede da Sociedade a cidade de Madrasta.
O pensamento teosófico difere do filosófico no ponto em que suas especulações procuram um conhecimento de Deus por meio de uma iluminação especial ou de uma intuição, desprezando o procedimento dedutivo próprio da Filosofia. Ao mesmo tempo, difere da Religião porque não se prende a revelações dos dogmas transmitidos em nome de Deus.
O pensamento teosófico tem suas raízes nos escritos dos grandes místicos do Ocidente e do Oriente. No Ocidente, remonta à filosofia neoplatônica, como as teorias dos gnósticos dos primeiros séculos do Cristianismo.
É importante resaltar que a doutrina teosofista é tributária do velho pensamento bramânico e budista da Índia também. Então a Sociedade Teosófica constitui, pois, uma síntese de várias tendências e pensamentos místicos de diversas épocas e povos.

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Depois de receber uma aprimorada educação musical e lingüística, ela casou-se com o general Nicéforo von Blavatsky, governador da Província Russa Erivan, muito mais velho do que ela. O casamento duraria apenas alguns meses.
Após a separação, madame Blavatsky foi morar em Constantinopla. A partir desse ponto, ela pôde visitar quase todos os países da Ásia Menor, estudando seus costumes e suas práticas religiosas.
Em 1851, completamente sem dinheiro, ela foi fixar-se em Londres, passando a lecionar piano para sobreviver. Com apenas vinte anos de idade, ela já era completamente emancipada da família e não tinha condições de regressar à pátria.
Na capital inglesa ela freqüentou sessões espíritas, onde conheceu o célebre médium Douglas Home e fez parte de alguns círculos revolucionários. A influência desses contatos se manifestaria de maneira acentuada, em 1856, quando se filiou à associação carbonária Jovem Europa, a convite de Mazzini. Mais tarde, madame Blavatsky lutaria ao lado de Garibaldi, em Viterbo, e depois em Mentana, onde recebeu tantos ferimentos que foi dada como morta no campo de batalha. Porém, em 1870, Blavatsky aparece no Cairo, onde funda uma sociedade espírita cuja propaganda era feita por um órgão denominado Revista Espiritualista do Cairo. Pouco tempo depois, desiludida com as fraudes observadas, ela abandona a prática do Espiritismo.
Em meados de 1873, madame Blavatsky resolveu partir para os Estados Unidos. Essa viagem seria decisiva para sua atividade futura pois, em Nova York, ela conheceria o coronel Henry Steele Olcott, recém-chegado da guerra civil e que dividia seu tempo entre as lojas maçônicas e os centros espíritas.
Essa amizade representou a consolidação definitiva dos seus planos, no terreno espiritualista. Assim, um ano depois, em fins de 1875, eles fundariam a Sociedade Teosófica. Essa missão fora sugerida a Blavatsky, aos vinte anos de idade, quando ainda residia na Inglaterra. Conta-se ainda que nessa época ela conheceu um dos membros da Embaixada do Nepal, que lhe surgira várias vezes, em suas primeiras visões, quando era criança. Não resta dúvida que Blavatsky era dotada de faculdades parapsicológicas, que se manifestariam durante toda sua vida até a hora da morte. Esse embaixador devia ser provavelmente - um daqueles iluminados da Ásia Central, descritos por Van Der Neilen em seu livro "Nos Templos do Hinialaia". São seres devotados à causa da espiritualidade e capazes de inspirar os caminhos da metafísica oriental.
Esses iluminados despertam faculdades latentes na alma, revelando ao discípulo ou eleito de sua proteção, a mais alta sabedoria. Esse embaixador deve ter sido o guia espiritual de Blavatsky quando ela publicou, em 1877, sua obra Ísis sem Véu, em quatro volumes, que revolucionaria alguns setores das culturas americana e européia, demonstrando categoricamente os postulados ocultistas ao mesmo tempo em que criticava os conceitos materialistas e atacava o imperialismo jesuítico. A certeza de um "guia espiritual" nos vem do fato de Blavatsky, na referida obra, ter feito citações de 1400 livros que lhe eram desconhecidos e até ignorados.
Madame Blavatsky era uma personalidade autodeterminante, combativa no ideal e humilde junto aos Mestres. Ela fazia jus ao mérito de estranhas e belas comunicações com um mundo bem diverso desse que se acha ligado aos cinco sentidos humanos.
Blavatsky sofreu campanha acérrima dos inimigos da sua doutrina; difamações violentas, ataques a mão armada, e até um sinistro provocado a bordo do navio em que ela viajava para o Oriente. Sabe-se que no ano de 1870, ao atravessar o canal de Suez, explodiu a embarcação "onde a maior parte dos viajantes foi reduzida a poeira tão fina que nem se achou mais vestígio de seus cadáveres", J. Bergier, livro citado. Desse ataque, madame Blavatsky escapou miraculosamente.
Várias frentes decidiram lutar contra a fundadora da Sociedade Teosófica: ora o governo inglês, e consequentemente a polícia do vice-rei da Índia, ora os missionários protestantes; sem falar nos jesuítas. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas, sediada em Londres, tinha na pessoa de Hodgson, vigoroso panfletista, um caluniador de Blavatsky; porém, E.S. Dutt Provou a integridade moral da acusada, bem como a honestidade de seus propósitos. Dutt provou ainda a existência de uma conspiração, muito bem organizada, para destruí-la. Logo no início do nosso século, surgem ainda duas Obras contrárias ao valor da fundadora da Sociedade Teosófica: José Vasconcelos com Es1udios Indoslánicos e René Guénon com Le Théosophisme - Histoire d'une Pseudo-religion; respectivamente de 1923 e 1929.
Essas acusações, porém, iriam se arrebentar como o vidro de uma garrafa contra o rochedo impassível da evidência. Basta ler as respostas de G. R. Mead, Concerning H. P. B.; J. Ranson, Madame Blavatsky Occultist; F. Arundale, My Guest H. P. B.; W. Kingsland, La Verdadera H. P. Blavatsky; A. L. Cleather, H. P. Blavatsky, as I Kn.ew Her e., principalmente, a documentada e volumosa obra de Mario Roso de Luna, Una Mártir dei Siglo XIX, Helena Petrovna Blavatsky. São estudos criteriosos, desapaixonados, que convergem unanimemente à consagração de uma consciente missionária da Teosofia, da qual da foi pioneira no Ocidente.
As principais obras de madame Blavatsky são Ísis sem Véu, 1877; A Doutrina Secreta, síntese de filosofia, ciência e religião (em seis volumes) 1888; The Theosophical Glossary, 1890; A Voz do Silêncio, 1889; Narrações Ocultistas, 1890; Pelas Grutas e Selvas do Hindustão, 1890; e A Chave da Teosofia, em 1891, ano da sua morte.
Blibiografia pesquisada:
-- Encliclopédia Britânica Barsa
-- Biblioteca Planeta - Blavatsky; Editora Três
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