O Sono

O Sono

Sempre que dormimos, saímos de nosso corpo físico e nos movemos no mundo invisível, utilizando nossos corpos astrais. Porém, as pessoas não têm todas o mesmo grau de consciência enquanto seus corpos físicos estão adormecidos. O grau de nossa consciência, de estarmos em um mundo invisível, depende basicamente do estágio de evolução que alcançamos enquanto almas e, de forma secundária, do conhecimento que nosso cérebro físico possuir sobre a existência daquele mundo.

A consciência de pessoas ignorantes e obtusas é tão subdesenvolvida que, durante as horas de sono, quando não estão experimentando a agitação e a pressa da vida física, elas permanecem praticamente inconscientes, enquanto flutuam em seus corpos astrais nebulosos, pouco acima de seus corpos físicos adormecidos. Indivíduos de tipo pouco mais desenvolvido estão ativamente conscientes em seus corpos astrais enquanto seus corpos físicos dormem, mas nada conhecem do mundo invisível, uma vez que estão completamente absorvidos em pensamentos sobre seus pequeninos planos, sonhando com os objetos de seus desejos. Em um estágio mais avançado de desenvolvimento, lampejos do mundo emocional exterior são percebidos de quando em quando, e tal indivíduo poderá afastar-se um pouco do corpo adormecido à procura daquelas aventuras e cenários semi-percebidos.

Indivíduos criativos, cultos, no entanto, em especial aqueles que tenham recebido algum treinamento como ocultistas, são muito ativos no mundo astral, encontrando-se com muitas pessoas, visitando lugares distantes e vivenciando experiências interessantes. Se quiserem, eles lá terão poder para o bem, para ensinar, ajudar e proteger aqueles que têm muito menos conhecimento que eles. Este é o trabalho beneficente daqueles conhecidos como os "auxiliares invisíveis".

Aqueles que erroneamente chamamos de "mortos" são bastante ativos no mundo astral por diversos anos após a morte de seus corpos físicos, e é-nos possível encontrar e falar com eles à noite. A morte é uma separação apenas em nossa imaginação, pois em todas as noites de nossas vidas estamos com aqueles que já se foram e que amamos.

Sonhos e Lembranças

Por vezes, quando acordamos pela manhã, recordamos, com singular nitidez, alguma cena, experiência ou conversa. Tal sonho é geralmente a lembrança de algo que de fato nos aconteceu enquanto estávamos fora de nossos corpos físicos. Devemos nos lembrar, contudo, de que podemos ter estado muito ativos no mundo emocional durante a noite e, no entanto, não retivemos qualquer lembrança do que fizemos. Isso é inteiramente devido à insensibilidade do cérebro.

Os sonhos comuns, que são absurdos, fantásticos e ilógicos, ocorrem espontaneamente no próprio cérebro, enquanto estamos afastados dele. Costumam ser fragmentos de imagens ou experiências automaticamente reproduzidas pelas células cerebrais na ausência de qualquer inteligência que as oriente, e sua própria absurdidade demonstra que o cérebro é um mero instrumento da consciência, não um gerador de pensamentos.

É útil compreender com clareza que nossa consciência em vigília - isto é, a totalidade dos pensamentos e sentimentos dos quais temos consciência enquanto acordados - é apenas uma pequena parcela de nossa consciência total. Na verdade, nossa consciência em vigília é formada apenas por aquelas notas dominantes emergentes na massa cinzenta de nosso cérebro por maior afinidade com as vibrações mais poderosas dos corpos emocional e mental, sedes, respectivamente, de nossas naturezas emocionais de nossas mentes. Na grande maioria dos casos, devido à falta de desenvolvimento, de treinamento e de cuidado com a dieta, o tecido nervoso não é muito sensível e, como resultado das próprias limitações do cérebro, enquanto instrumento de transmissão, estamos conscientes, quando acordados, de apenas uma pequena parcela de todas as nossas emoções e pensamentos.

Bibliografia pesquisada:

"Teosofia Simplificada", por Irving Cooper; Editora Teosófica