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No caso do corpo astral, bem depressa começa ele a se sentir fatigado com o pesado trabalho de mover as partículas do cérebro físico e precisa de um período considerável de separação quando a ele, a fim de reunir forças para reassumir sua cansativa tarefa.
Habitualmente o corpo astral, assim afastado do físico, retém a forma daquele corpo, de modo que a pessoa é facilmente reconhecida por quem quer que a conheça fisicamente. Isso é devido ao fato de que a atração entre as partículas astrais e físicas, continuada através da vida física, instala um hábito ou impulso na matéria astral, que continua mesmo quando ela é temporariamente afastada do corpo físico adormecido.
Um homem muito pouco desenvolvido pode estar quase tão adormecido quanto seu corpo físico o está, porque só é capaz de uma consciência muito pequena em seu corpo astral. Não pode também afastar-se da vizinhança imediata de seu corpo físico adormecido e, se for feita uma tentativa de afastá-lo em seu corpo astral, provavelmente acordaria aterrorizado em seu corpo físico.
Numa pessoa muito pouco desenvolvida, portanto, os princípios superiores, isto é, o próprio homem, estão quase tão adormecidos quanto o corpo físico.
Em alguns casos o corpo astral é menos letárgico e flutua sonolento pelas várias correntes astrais, reconhecendo ocasionalmente outras pessoas nas mesmas condições e tendo experiências de todo o tipo, agradáveis e desagradáveis, cuja recordação confusa e muitas vezes transformadas em grotescas caricaturas do que realmente aconteceu levará o homem a pensar, na manhã seguinte, que teve um sonho notável.
No caso de um homem ainda mais desenvolvido, quando o corpo físico adormece, o corpo astral desliza para fora dele e o homem fica então em completa consciência. O corpo astral mostra-se claramente delineado e definidamente organizado, parecendo-se ao homem, e esse homem pode usá-lo como um veículo, um veículo muito mais conveniente do que o corpo físico.
Tal homem está inteiramente desperto, trabalha muito mais ativamente, com maior exatidão e com maior poder de compreensão do que quando está confinado ao veículo físico mais denso. Além disso, pode mover-se livremente e com imensa rapidez para qualquer distância, sem causar a menor perturbação ao corpo físico adormecido.
Pode encontrar amigos e com eles trocar idéias, sejam esses amigos encarnados ou desencarnados, os quais acontece estarem igualmente acordados no plano astral. Pode encontrar pessoas mais evoluídas do que ele próprio e receber delas avisos ou instruções; ou pode beneficiar os que sabem menos do que ele. Pode entrar em contato com entidades não-humanas de vários tipos.
Pode ainda travar amizade com pessoas de outras partes do mundo; pode fazer ou ouvir conferências. Se é um estudante, pode conhecer outros estudantes e, com as faculdades adicionais fornecidas pelo mundo astral, torna-se capaz de resolver problemas que apresentavam dificuldades no mundo físico.
Um médico, por exemplo, durante o sono do corpo, pode visitar casos nos quais está particularmente interessado. Adquire, assim, novas informações que podem chegar à sua consciência desperta sob a forma de intuições.
Num homem altamente desenvolvido, o corpo astral, sendo inteiramente organizado e vitalizado, torna-se veículo da consciência no plano astral, tanto quanto o corpo físico o é no plano físico.
Ter obtido integral consciência no corpo astral é ter feito já um grande progresso: quando um homem também lançou uma ponte sobre o vácuo entre a consciência física e a consciência astral, o dia e a noite já não existem para ele, pois leva uma existência que não tem solução de continuidade. Para um homem assim, mesmo a morte, tal como é comumente concebida, cessou de existir, já que ele leva consigo aquela consciência integral não só através do dia e da noite, mas também através dos portais da própria morte.
A dificuldade com a pessoa comum não está no fato de o corpo astral não poder agir, mas no fato de que durante milhares de anos aquele corpo esteve habituado a movimentar-se apenas pelas impressões recebidas através do veículo físico. Assim, aquelas pessoas não compreendem que o corpo astral pode trabalhar em seu próprio plano.
As pessoas permanecem "adormecidas" astralmente porque adquiriram o hábito de esperar pelas vibrações físicas familiares convocando-as às atividades astrais. Daí falar-se em estar acordado no plano astral, mas de forma alguma para o plano astral. Conseqüentemente, elas são apenas vagamente conscientes do que as cerca, quando chegam a sê-lo.
Cada qual deveria determinar, a cada noite, para si próprio, fazer algo útil no plano astral: confortar alguém que esteja perturbado, usar a vontade para insoflar forças em quem está fraco ou doente, acalmar alguém que esteja excitado ou histérico, ou qualquer serviço dessa natureza.
Certa medida de sucesso é absolutamente certa e se aquele que deseja ajudar fizer uma observação atenta, receberá com freqüência indicação dos resultados definidos que obteve no mundo físico.
A necessidade de auxiliares para o plano astral é tão grande que todo o aspirante pode estar certo de que não haverá um dia de espera no despertá-lo, assim que se revele pronto para tanto.
Bibliografia utilizada: